quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Programa nuclear do Irã traz à tona o velho medo da bomba atômica

Equipamento para usina nuclear no Irã

Por Juliana Almeida (editoria Mundo)

O Irã é hoje objeto de uma controvérsia internacional pela sua recusa em interromper o enriquecimento de urânio. O país é suspeito de desenvolver tecnologia nuclear para fins militares, o que levou as 35 nações do Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) aprovarem (1) este ano a suspensão do programa nuclear desenvolvido no país.

A decisão já era esperada(2) pois o Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) impôs sanções ao país por não atender ao pedido de suspensão do programa e por ocultá-lo da AIEA durante 18 anos. O CS estabeleceu as primeiras sanções ao Irã em dezembro de 2006 e as ampliou em março deste ano. O país alega ter o direito de enriquecer urânio para fins pacíficos.

Segundo a Agência (3), organização ligada às Nações Unidas que fiscaliza o uso de energia e armas nucleares em todo mundo, o país planeja enriquecer material com utilidade militar. O urânio enriquecido pode ser utilizado tanto para produzir eletricidade e combustível nuclear, quanto armas nucleares. As potências ocidentais temem que o Irã queira, secretamente, ter capacidade para fazer uma bomba atômica.

O polêmico conflito (4) se arrasta desde 2002 (5)quando uma emissora de televisão dos Estados Unidos divulgou fotos de duas instalações nucleares iranianas até então desconhecidas. (6)O Irã é rotulado como Estado(7) patrocinador do terrorismo pelo Departamento de Estado americano, que junto com a União Européia (UE)(8) já havia pedido ao país a interrupção de atividades nucleares de potencial uso bélico. (9)A posição do Irã dificulta ainda mais as relações do país com os EUA, que acusam o governo iraniano de querer desenvolver armas atômicas de destruição em massa. O Irã, segundo maior produtor da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), nega as acusações e diz querer apenas obter eletricidade do urânio enriquecido para que possa vender uma parte maior de seu petróleo e gás.

Os questionamentos da ONU reconhecem o direito do país à energia nuclear, mas não ao desenvolvimento de armas. A China(10) por exemplo, é um dos 35 membros do Conselho de Segurança com poder der veto e poderia barrar uma ação punitiva contra o Irã. O país também faz parte do bloco de governadores da AIEA(11) ao lado da Rússia e da Índia. O país asiático propôs que o Irã transferisse suas atividades para território russo, para certificar os países ocidentais sobre o caráter pacífico de seu programa nuclear. A Rússia(12) também constrói um reator nuclear sob supervisão internacional, apesar do acordo ter atrasos repetidos.

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad(13) afirmou que o país persa vai continuar a desenvolver seu controverso programa nuclear apesar da oposição internacional. (14)E que se recusa a conversar com qualquer país que não reconheça o direito iraniano de uso civil desta fonte de energia. O Irã ainda está desafiando a exigência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas sobre o processo de conversão de urânio na sua usina e reivindica a discussão em reuniões sobre o futuro de seus planos nucleares.

Um comentário:

redacao4.campusniteroi disse...

Correção

(1) a aprovar
(2) falta vírgula
(3) agência (minúsculo)
(4) "polêmico conflito" é redundante, pois todo conflito gera polêmica, oposição...
(5) falta vírgula
(6) início de parágrafo
(7) Palavra repetida. Melhor:"O Irã é rotulado como patrocinador"
(8) falta vírgula
(9) início de parágrafo
(10) falta vírgula, pois é um aposto. Se não usar, vai separar o sujeito (China) do verbo (é)
(11) falta vírgula
(12) palavra repetida. melhor: o governo russo
(13) falta vírgula
(14) faltou algo de ligação, como "além disso, o dirigente se resusa"


Erros
(6 ) Estilo ( 7) Português ( 1) Norma ( ) Digitação ( ) Ética ( ) Informação