Por Mariângela Mattos
As mulheres estão ocupando posições até então estritamente masculinas no tráfico de drogas do Rio de Janeiro. Elas chegaram ao alto escalão da criminalidade e desempenham todas as funções nas bocas-de-fumo. Podem ser as donas do negócio, as responsáveis pela segurança dos chefes ou as que preparam e vendem as drogas. O universo feminino constitui ainda uma rede de apoio aos homens envolvidos no tráfico. Há mulheres que sobrevivem vendendo comida, comprando roupas, cuidando dos feridos, ajudando os que saem da prisão, pagando propinas a policiais e até satisfazendo sexualmente os traficantes. Um dilema que é contado no livro "Falcão - Mulheres e o tráfico", de Celso Athayde e MV Bill.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, as mulheres que engressarem no crime têm o mesmo perfil: estão desempregadas ou são vítimas de violência doméstica, associada à dificuldade financeira e valores morais muito frágeis; estão grávidas ou têm filhos e sem companheiro; têm entre 20 e 23 anos e transportam entre 10 e 15 quilos de drogas e ganham em média R$ 300 por viagem.
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, defende a legalização do aborto como forma de redução do índice da violência. Segundo Cabral, o número de crianças que nascem nas favelas e periferias são comparados ao número de natalidade do Continente Africano e, entretanto, por essas mães não terem condições de oferecerem uma boa educação para seus filhos, estes terão uma grande possibilidade de ingressarem no crime.
As verdadeiras soluções para a criminalidade seriam aumentar o policiamento nas ruas, a geração de empregos, a preocupação com a aprovação de leis mais duras e penas mais longas, acabar com a corrupção policial para evitar que armas apreendidas cheguem aos bandidos, aparelhar e treinar a polícia, aumentar a eficiência da justiça, combater consumo de drogas, prisões com dignidade, uma educação de boa qualidade, a resolução da problemática da desigualdade social, uma bom atendimento nas áreas relacionadas a saúde em geral.
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário