segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Aborto

Por: Ravi Arrabal Heluy

Muitas pessoas admitem o aborto sob determinadas circunstâncias como, quando a vida ou a saúde da mulher é ameaçada pela gravidez; quando houver perigo de que a criança venha a nascer com grave defeito físico ou lesão mental; quando a gravidez for provocada por estupro. Dessa forma, muitos defensores do aborto entendem que o feto não é ser humano completo e, conseqüentemente, não faz jus aos direitos normalmente assegurados aos seres humanos e sustentam que a mulher deveria ser livre para decidir se quer ou não dar à luz a criança.


Porém setores conservadores da sociedade, como as instituições religiosas, por exemplo,
condenam essa prática Tais instituições consideram essa prática como desumana, pois entendem como uma discriminação do feto, o qual é um ser humano no início do seu desenvolvimento anatômico e biológico.


Existem vários
argumentos pró-aborto. Em quase toda a Europa o aborto é praticado com o amparo da lei, com a justificativa de que a vida começa com o nascimento e não com a concepção, tendo a mulher o direito sobre o seu próprio corpo e abortar se assim desejar. Além disso, Ao contrário do que sugerem as posições dogmáticas, a criminalização não protege a vida do feto e, sobretudo, implica riscos e danos para as mulheres. Nesse sentido, desrespeita seu direito a uma vida digna e plena.


Mesmo sendo evidente a importância do aborto, na perspectiva da saúde pública, a legalização do aborto não pode ser adotada como medida isolada. Precisa ser acompanhada de políticas amplas e efetivas de saúde reprodutiva que garantam acesso ao pré-natal, parto, assistência à anticoncepção, prevenção de doenças sexualmente transmissíveis – inclusive HIV e Aids – e outras necessidades de mulheres (e de homens) relativas a este campo da saúde.

Nenhum comentário: