domingo, 2 de dezembro de 2007

AV2 - Aborto gera novas discussões

Por: Gabriela Rabinovici

O aborto, tratado sempre como tema polêmico, entrou novamente nas pautas. Antes, misturado a discussões religiosas e morais, hoje é assunto de saúde pública. Reascendido pelo ministro da saúde,
José Gomes Temporão e há poucas semanas pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, o aborto tem sido envolvido em temas como a violência e o planejamento familiar.

O aborto inseguro e ilegal sempre foi uma prática utilizada no Brasil e feita por todas as camadas socioeconômicas da população. Somado aos espontâneos são cerca de 1 milhão por ano. A diferença é que enquanto os mais abastados têm acesso a métodos seguros de interrupção da gravidez, os mais pobres utilizam métodos arcaicos, colocando a própria vida em risco, pois não existem centros públicos referenciados que possam auxiliar a mulher nesse caso.

Mas a
lei no país é clara quanto ao procedimento. É permitido apenas quando trata-se de risco de morte para a gestante ou quando a gravidez é resultante de estupro. Mas como em sua maioria, o que ocorre, é a gravidez não planejada, resultado do descuido e principalmente da falta de informação, muitas mulheres são obrigadas a recorrerem à essa prática.

Acredito que o aborto deve ser realizado de acordo com a lei e acho contraditório autoridades pregarem a esterilização em massa de mulheres pobres, enquanto os mesmos alegam que não há a distribuição regular de métodos contraceptivos nos postos de saúde. A diminuição da natalidade, da violência ou dos miseráveis não se dará através do extermínio antes do nascimento e sim do extermínio à ignorância da população, por meio de políticas educacionais e de saúde eficazes.





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