domingo, 2 de dezembro de 2007

AV2 - O aborto: uma questão moral

Por Juliana Almeida


Onde está a consciência daqueles que defendem o aborto, mas sequer têm a prova efetiva de que o embrião não é um ser humano? Debater sobre este assunto vai muito além de benefícios ou malefícios, ultrapassa questões de risco tanto para a mãe como para o bebê. A interrupação de uma gravidez envolve temas sociais, econômicos, psicológicos e religiosos.

No Brasil, a prática é considerada crime, exceto em duas situações: de estupro e de risco de vida materno. O fato é que a mulher é a única prejudicada. E os riscos não se limitam à saúde física, o psicológico também sofre danos. Há aquelas que se suicidam depois de abortarem, algumas morrem durante a operação ou algum tempo depois, devido à hemorragias e infecções, e as que sobrevivem podem perder a chance de engravidar novamente.

As discussões que envolvem o assunto sempre geram muita polêmica. Recentemente, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), em entrevista ao portal G1, propôs a legalização do aborto como forma de conter a violência no estado. O ministro da saúde, José Gomes Temporão, também defendeu a idéia alegando que países que legalizaram a prática reduziram o número de abortos clandestinos (aqueles realizados sem nenhuma condição de higiene e por pessoal incompetente) de forma drástica.

Autoridades, pessoas comuns, qualquer um tem o direito de expressar opiniões e debater sobre o assunto. Mas diante de toda essa polêmica muitas vezes esquecemos que estamos lidando com a vida, pois não há diferença desde a fecundação ao desenvolvimento. Ninguém tem o direito de interromper uma gravidez por mais indesejada que seja. O aborto é um crime de violação aos direitos humanos, uma agressão a um ser que não teve opção de viver.

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